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15/05/2018 às 21h48min - Atualizada em 15/05/2018 às 21h48min

Professor: quem sou eu?

Flávio Vicente - Flávio Vicente
Canal do Ensino
Desde muito pequeno eu sabia que eu tinha nascido para trazer reflexão, formação e informação às pessoas ao meu redor. Falo isso com bastante humildade. Nunca me senti mais importante que ninguém por isso, apenas sentia que tinha uma missão. Não entendia o que isso seria na prática, mas existia uma centelha. Busquei as artes para tal: música, teatro, dança, pintura etc. Mas a Educação foi um casamento perfeito. Passei bons anos me desconstruindo para novamente me reconstruir como educador no sentido fiel à palavra. Este educar é constante e sem interrupção. Já dura mais de 20 anos. A cada dia aprendo novas metodologias, novos olhares pedagógicos, novas formas de abordagem, novos planejamentos... este constante ir-e-vir que me deixa motivado e feliz. O eterno mover-se... a ebulição do conhecimento! Com o tempo aprendemos a essência do ensinar e como podemos impactar positivamente na vida de todos os nossos alunos. O status quo da profissão.

Se pararmos para refletir... não existe uma só pessoa que não tenha uma lembrança de um professor que marcou a sua vida (tirando a infelicidade daqueles que não puderam estar no ambiente escolar). Consequentemente, eu sempre me pergunto: quais qualidades marcantes você lembra daquele professor especial que está em sua memória? Lembra-se da metodologia e do material didático ou da postura e das habilidades interpessoais que ele possuia? 

Quase sempre, grandes escolas e redes de ensino, investem muito em tecnologia e em material didático inovador, mas desprezam o fator humano. Cada vez mais estamos conectados a tudos e a todos, mas inversamente proporcional estamos distante e isolados de nós mesmos. Existe um vácuo do qual muitos evitam encarar e poucos topam desvendar. O que queremos preencher?

De um lado temos alunos ávidos por conhecimento, enérgicos, elétricos, estimulados. ousados, desafiadores... no outro lado temos professores acuados, inseguros e desatualizados. Como equacionar esta questão?!
Evitar o conflito é quase sempre a pior estratégia. Conflitos fazem parte da vida e eles quase sempre nos tiram da zona de conforto e nos forçam a rever ou reforçar nossos valores e nossos pontos-de-vista. Muitos professores se apegam ao poder da profissão (poder este que está com os dias contados) e suprimem a sede de inovação que todo aluno traz em si. Pensam ser a única fonte de conhecimento unilateral que o aluno tem acesso. O professor que não se enxerga como FACILITADOR nem tampouco como MEDIADOR, está fatalmente com os dias contados. Vai ficando cada vez distante da realidade... tornando-se um elemento de museu e frequentemente objeto de chacotas entre os pares de profissão.

Aqui eu finalizo com uma provocação: o que faz um professor ser eficiente? É um talento nato ou uma habilidade desenvolvida academicamente? Formamos para a vida ou para colocação em ranking em exames?
 
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