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21/03/2017 às 21h25min - Atualizada em 21/03/2017 às 21h25min

Segundo Sintego faz ato na Seduce e governo admite negociar

Sintego
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Mobilizados pelo Sintego, os trabalhadores em Educação no Estado de Goiás fizeram manifestação na porta da Seduce (Secretaria de Estado da Educação, Cultura e Esportes) na manhã desta terça-feira (21). Delegações de todas as regiões do Estado protestaram contra a PEC 3458, a PEC da Morte, enviada pelo governador Marconi Perillo à Assembleia Legislativa, que põe fim ao quinquênio, às progressões e congela por 10 anos os salários dos servidores públicos.

Por força do ato, a direção do Sintego, composta da presidenta Bia de Lima e presidentes de regionais, conseguiram audiência com os dirigentes da Seduce e foram recebidos a pedido da secretária Raquel Teixeira pelos superintendente Executivo da Seduce, Marcos Tucano, Jurídico, Ivo César Vilela,  Programas Educacionais Especiais, Solange Andrade de Oliveira e pelo superintendente de Inteligência e Pedagogia, Marcelo Jerônimo.

Negociação

A direção do Sintego posicionou os gestores da Seduce da insatisfação de professores, administrativos e contratos temporários com o não pagamento do Piso de 2016 e 2017 e da Data-base de 2015 e 2016 e contra a PEC 3458. Bia de Lima enfatizou que os trabalhadores em educação vão continuar em greve até que o governo corrija a tabela de vencimentos dos administrativos – equiparando a tabela dos demais servidores, conforme proposta apresentada pelo Sintego à Seduce e a Segplan - conceda reajuste do Piso aos professores e a correção dos salários dos contratos temporários e resolva urgentemente a  questão do Quadro Transitório do Magistério.

Temporários

A equipe da Seduce se comprometeu em fazer um estudo sobre todas as demandas apresentadas pelo Sintego e apresentar na próxima sexta-feira (24/03) um posicionamento em relação a estas demandas, e sinalizou que algumas demandas já podem ser atendidas, como o reajuste para os contratos temporários que não têm aumento de salário desde 2011.

PEC 3458 e audiência

Em resposta ao pedido da Seduce de que o Sintego ponha fim a greve, para dar seguimento às negociações, Bia de Lima rejeitou a proposta e contra-argumentou pedindo que seja realizada audiência com o governador Marconi Perillo para agilizar as negociações. Bia enfatizou aos técnicos da Seduce que os trabalhadores da Educação rejeitam com veemência a PEC da Morte e não abrem mão de nenhum direito, pois é inadmissível o congelamento dos salários por dez anos, assim como é inadmissível o governo não pagar o Piso e nem a Data-base dos administrativos e ainda querer o fim dos concursos, o fim do quinquênio e das progressões.

Vigília na Assembleia

Após a audiência, a direção do Sintego apresentou aos trabalhadores que esperavam em frente  à Seduce o resultado desta primeira rodada de negociação. Em seguida, colocou em votação o plano de luta para os próximos dias:

1 - Vigília na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) a partir de terça-feira (21/03) até sexta-feira (24/03).

2 - Visita de cada regional aos gabinetes dos deputados que representam os seus municípios.

3 – Comandos de greve para fechar escolas e ampliar a greve.

4 – Rodízio de regionais para manter a vigília na Alego.

5 – Campanha de mídia em rádio, internet, carros de som e panfletos convocando para a greve e esclarecendo à população dos malefícios da PEC da Morte e da Reforma da Previdência.

6 – Continuar e ampliar a mobilização.

7 – Assembleia Geral na sexta-feira , às 9h, em frente a Alego.

O plano de lutas da greve foi aprovado por unanimidade. Bia de Lima informou que o Sintego também está em contato permanente com o Fórum Sindical, que representa todos os sindicatos de servidores no Estado, no sentido de garantir uma audiência de todos os dirigentes com o governador. Além da medicação da Seduce, tratativas estão sendo feitas também com o presidente da Assembleia Legislativa, José Vitti, no sentido de agilizar esta audiência.

“Os trabalhadores em Educação não têm mais paciência e querem resultados. Queremos a retirada da PEC da Morte da pauta de votações da Assembleia e queremos que o governador respeite os trabalhadores em Educação, cumprindo a Lei do Piso, a Lei da Data-base, garantindo também o reajuste aos contratos temporários e a adequação da tabela de vencimentos dos administrativos, conforme a proposta da Segplan, que já é de conhecimento do governo. Nenhum direito a menos”, resume Bia.


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