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07/01/2017 às 20h27min - Atualizada em 07/01/2017 às 20h27min

Qual é o Sentimento contrário ao Amor será o Ódio ou a Indiferença...

https://pt.wikipedia.org/wiki/Palavras_gregas_para_o_amor
Hajj Hamzah Abdullah Islam - Hajj Hamzah Abdullah Islam
Segundo o Pai da Psicanálise, Sigmund Freud é a  indiferença. Contudo esse conceito não é totalmente aceito. 

Veja o que  diz esse Professor: "Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, por piores que sejam. Para odiar alguém, precisamos de um coração, ainda que frio, e raciocínio, ainda que doente. Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo. Odiar nos dá fios brancos no cabelo, rugas pela face e angústia no peito. Para odiar, necessitamos do objeto do ódio, necessitamos dele nem que seja para dedicar-lhe nosso rancor, nossa ira, nossa pouca sabedoria para entendê-lo e pouco humor para aturá-lo. O ódio se tivesse uma cor, seria vermelho, tal qual a cor do amor. 

Já para sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? De coisa alguma. A pessoa em questão pode saltar de bung-jump, assistir aula de fraque, ganhar um Oscar ou uma prisão perpétua, estamos nem aí. Não julgamos seus atos, não observamos seus modos, não testemunhamos sua existência. Ela não nos exige olhos, boca, coração, cérebro: nosso corpo ignora sua presença, e muito menos se dá conta de sua ausência. Não temos o número do telefone das pessoas para quem não ligamos. A indiferença, se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada. O senso comum, fonte caudalosa de estultices, fala de ódio como se isto fosse o contrário de amor. Quem vai além do que está na boca do vulgo pode concluir que, na verdade, o contrário de amor é indiferença, já que amor é sentir muito e indiferença é sentir nada. Pela primeira vez, ponho-me ao lado do vulgo na controvérsia; mas venho brandindo algo que este desconhece: a reflexão."
 
Já essa estudante diz o seguinte: "Ódio é, de fato, precisamente o contrário de amor, porque o que melhor se opõe a querer alguém muito bem é querer alguém muito mal. Trata-se de sentimentos. Como a indiferença é a ausência de sentimentos por alguém, não pode ser comparada com tipos de algo que ela não é, com tipos de sentimento. Somente se podem comparar elementos de um mesmo conjunto. Dizer que o contrário de amor é indiferença equivale a dizer que o oposto de um elemento de um conjunto é a ausência do conjunto. A cor que melhor se opõe à cor preta é a cor branca, e não o incolor, isto é, a ausência de cores. Na verdade, ser indiferente é o contrário de sentir algo; e ser incolor é o contrário de ser colorido. Assim, o contrário de amor é mesmo ódio, e o senso comum se respalda para este caso".

Pois bem, esses dois conceitos comprova que não existe unanimidade quando se trata de conceitos. Particularmente eu penso, que os sentimentos mais nobres do reino animal é a gradidão e a fidelidade. Pela fidelidade monta-se os relacionamentos legítimos e duradouros, quanto a gratidão ele existe até mesmo entre os animais ditos irracionais.

A lingua grega, que já serviu de base para várias idéias filosóficas define o amor em pelo menos três conceitos. 
 
O érōs de Eros (ἔρως) significa a palavra grega moderna “erotas” com a sua significante de “amor (romântico)”. Entretanto, o Eros não tem que ser de natureza sexual. O Eros pode ser interpretado como um amor para alguém que você ama mais do que o amor de Philos da amizade. Pode também aplicar-se a datar relacionamentos bem como a união. Platão refinada a sua própria definição. Embora o eros seja sentido inicialmente para uma pessoa, com contemplação transforma-se numa apreciação da beleza dentro dessa pessoa, ou transforma-se mesmo a apreciação da beleza própria. Deve-se anotar que Platão não conversa da atração física como uma parte necessária do amor, daqui o uso da palavra platônico significar, “sem atração física”. Para Platão o Eros também ajuda ao conhecimento da recordação da beleza da alma, e contribui para a compreensão da verdade espiritual. Os amantes e os filósofos todos são inspirados a procurar a verdade pelo eros. O trabalho antigo o mais famoso sobre o assunto eros é de Platão o Simpósio, é uma discussão entre os estudantes de Sócrates sobre a natureza de eros.

O philos de Philia (φιλία), amizade no grego moderno, um amor virtuoso desapaixonado, era um conceito desenvolvido por Aristóteles. Inclui a lealdade aos amigos, à família, e à comunidade, e requer a virtude, a igualdade e a familiaridade. Em textos antigos, a philia denota um tipo de amor global, usado como amor entre a família, entre amigos, um desejo ou a apreciação de uma atividade, bem como entre amantes. Este é o única outra palavra para o “amor” usada nos textos antigos dos Novo Testamento além de ágape, mas uniforme é usado substancialmente menos.

O agápē de Ágape (ἀγάπη) significa o “amor” no grego moderno atual. O termo s'agapo do termo significa “eu te amo” em grego. A palavra “agapo” vem do vocábulo “amor”. No grego antigo se refere frequentemente a uma afeição mais ampla do que à atração sugerida pelo “eros”; o agape é usado em textos antigos para designar sentimentos como uma refeição boa, a afeição de uma criança, e os sentimentos não carnais entre os os cônjuges. Pode ser descrito como o sentimento de estar satisfeito ou de se ter em consideração elevada. O verbo aparece no Novo Testamento que descreve, entre outras coisas, o relacionamento entre Jesus e os seu discípulo amado. Na literatura bíblica, seus significados são ilustrados como auto-sacrifício, dando o amor a todos ; amigo e inimigo. Em Mateus 22:39 é usado "ame seu vizinho como a si mesmo" e em João 15:12, "O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei" e em I João 4:8, "Deus é amor." Entretanto, a palavra "ágape" não é usada sempre no Novo Testamento no sentido positivo. Em II Timóteo 4:10 é usada no sentido negativo. O Apóstolo Paulo escreve: "Demas me abandonou, por amor (agapo) das coisas do século presente…." A palavra "ágape" não é usada assim sempre de um amor divino ou amor de deus. Os comentadores cristãos expandiram a definição grega original para abranger um compromisso total ou o amor de auto-sacrifício em favor da pessoa amada. Por causa do seu uso frequente no Novo Testamento, os escritores cristãos desenvolveram uma quantidade significativa de teologia baseada unicamente na interpretação desta palavra.

storgé (στοργή) do grego moderno; é a afeição natural, como aquela que que os pais sentem pela prole. Usado raramente em trabalhos antigos, e então quase exclusivamente para descrever os relacionamentos dentro da família.

thelema (θέλημα) no grego moderno; é a vontade, o desejo de fazer algo, estar ocupado, estar em proeminência.(https://pt.wikipedia.org/wiki/Palavras_gregas_para_o_amor)

Isso posto, concluímos, que fomos posto na terra para ser feliz. Muito mais que feliz se possível for. O melhor a fazer é deixar de lado os complexos e falsas magias. Haja vista, o que temos a tona, não passa de vãs filosofias. Dependendo da credibilidade de certas pessoas criam-se a história ou a estória. Eu prefiro confiar na minha intuição e também, de que cada pessoa percebe o mundo e seus conceitos de forma diferente. Não existe uma fórmula de como viver bem e confiar em alguém.

A paz esteja convosco.


 


 
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