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04/06/2018 às 11h50min - Atualizada em 04/06/2018 às 11h50min

Novas nomenclaturas no Mercado de Trabalho do Brasil!

Hajj Hamzah - Hajj Hamzah
http://www.criacionismo.com.br/2016/03/veja-o-que-querem-fazer-com-educacao-no.html
A falta de trabalho e perspectiva futura no mercado de trabalho do Brasil vem criando mais duas classes de jovens “Nem-nem”(Nem estudam e nem trabalham) e Des-des”(Despreparado e desmotivado). Os jovens nem-nem já são 20% da população de 14 a 29 anos. Essa nova classe por sua vez dá origem. Os Jovens 'nem-nem' já são 20% da população de 14 a 29 anos. Dos 51,6 milhões de brasileiros que têm entre 14 e 29 anos, 20% não trabalham e nem estudam, seja frequentando a escola ou fazendo qualquer tipo de curso de qualificação profissional. Os dados, que se referem ao ano de 2016 e foram divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua)

O que mais impressiona é pensar que, se fossem computados aqueles que ainda procuram alguma ocupação, esse número aumentaria consideralvelmente.  Num cenário de baixo desemprego e de economia em expansão, esta é uma parcela importante de brasileiros que não está participando do desenvolvimento experimentado nos últimos anos.
 
O pior é que quando aparece uma oportunidade de emprego, os jovens nem-nem, não tem condições de competir com os candidatos melhores preparados, e mesmo que conseguem galgar algum trabalho, não vão conseguir em princípio atender as necessidades do novo empregado. Dai geralmente perdem o emprego e esse fato cria a segunda geração de jovens brasileiros. Os Des-des”(Despreparado e desmotivado).
 
Segundo a pesquisa do Ipea ( Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), a maioria deles está inserida em domicílios de renda mais baixa e depende fortemente do apoio familiar. Além disso, a escolaridade foi vista como fator primordial para a participação nas atividades econômicas do país, ou seja, quanto maior a escolaridade dos pais, maior a frequência do jovem à escola. Isso explica a falta de interesse, pois o grupo que nem trabalha nem estuda mora com os pais e acaba tendo como referência alguém que não deu continuidade nos estudos. 
 
Os jovens precisam ser estimulados e orientados. Como não encontram estímulo em casa, a escola passa a ter o papel crucial de ajudá-los nesta busca por um caminho a seguir. O fato é que ainda não somos exemplo de educação, e o grande referencial da sala de aula é o professor. Esse fato faz com que esbarremos em outro fator: professores sem qualificação profissional adequada, sem condições pedagógicas ideais  e mal remunerados . Um professor bem preparado e motivado é meio caminho andado para despertar no aluno o desejo por aprender, participar da sociedade e exercer seu papel de cidadão. Além disso, são necessários investimentos maciços em educação pública como um todo, desde a primeira infância, passando pelo ensino fundamental e médio.
 
Temos uma juventude sedenta por mudança, com enorme potencial para transformar o país, fazer avançar a democracia e reduzir a desigualdade social. Não podemos permitir que ela se imobilize, se sinta desmotivada por não conseguir visualizar o caminho que deve seguir. Caso contrário, os 5,3 milhões de jovens “nem, nem” de hoje serão certamente os profissionais desmotivados e despreparados – “des, des” – de amanhã afirma o educador Gilberto Alvarez Giusepone Jr., especialista em Enem, e diretor do Cursinho da Poli (SP), instituição sem fins lucrativos que trabalha a educação como inclusão social.
 
E pensar que 10% do dinheiro público no Brasil resolveria tudo isso!
 
 
A paz esteja convosco.
 
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