17/10/2018 às 16h53min - Atualizada em 20/10/2018 às 08h04min

Catar vai gastar R$ 20,1 bilhões em 2019 visando Copa do Mundo

O Catar provavelmente vai gastar cerca de US$ 5,4 bilhões (R$ 20,1 bilhões, na cotação de outubro) apenas no ano que vem em investimentos de renovação da infraestrutura para a Copa do Mundo de 2022, afirmou o ministro Mohammed bin Abdullah al Rumaihi na semana passada durante um evento com jornalistas em Doha.

O montante vai ser usado para transformar toda a rede de ligação rodoviária entre cidades do país e facilitar as conexões entre os oito estádios durante o evento futebolístico marcado para daqui quatro anos, disse Rumaihi. "Nós entramos na segunda fase da renovação com a reconstrução da infraestrutura de Doha e em torno das arenas", afirmou ele, segundo o jornal catari Albawaba.

"Já acabamos as estradas que entram na cidade, que serão a área central da Copa. Achamos que é uma boa oportunidade para reconstruir não apenas as estradas, mas toda a infraestrutura paralela, como calçadas e ciclovias", completou.

Ainda de acordo com Rumaihi, a cidade de Lusail e as áreas recreacionais públicas e culturais serão beneficiadas com os investimentos feitos pelo governo do Catar. O ministro atualizou os números sobre os planos para 2022 durante um evento que tinha como objetivo fornecer uma plataforma internacional para fornecedores do setor de construção encontrar consumidores no país. O Catar precisa de tratores, um serviço inteiro de betoneira, além de máquinas de pavimentação de estradas.

Trabalhadores

Nem apenas de boas notícias vivem os jornais internacionais sobre a Copa do Mundo de 2022: a rede britânica BBC publicou uma reportagem no final de setembro repercutindo uma denúncia da Anistia Internacional de que trabalhadores nos canteiros de Lusail -- palco da final do Mundial -- passaram meses sem receber salários.

De acordo com a entidade de direitos humanos, uma empresa de contratação de trabalhadores "arruinou vidas" de migrantes que foram ao Catar em busca de emprego nas obras dos estádios e passaram meses sem receber. Segundo a empresa, a falta de pagamento aconteceu por "problemas de fluxo de caixa". A Fifa afirmou que o salários não pagos são um problema à parte da organização da Copa.

A Anistia Internacional afirmou que encontrou 78 empregados do Nepal, da Índia e das Filipinas que não estavam recebendo os salários de cerca de US$ 2 mil (R$ 7,3 mil) previamente acordados. Eles estavam no canteiro da Lusail City, cidade que foi erguida no meio do deserto para sediar a final do Mundial.


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