23/01/2020 às 11h05min - Atualizada em 23/01/2020 às 11h05min

Órgãos do governo de Goiás são alvos de operação da PC

diaonline
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Polícia Civil do Estado de Goiás, por meio da Delegacia Especializada em Repressão a Crimes Contra a Administração Pública (Dercap), cumpre na manhã desta quinta-feira (23/1), 17 mandados de busca e apreensão em Goiânia e interior de Goiás. Conforme adiantado pela corporação, a investigação apura fraudes na contratação e superfaturamento de contratos celebrados a partir de 2014 entre Agecom, atual ABC, Detran-GO e empresas especializadas em comunicação digital (blogs e sites) via internet, cujo objeto seria a divulgação de campanhas educativas relacionadas a diversos órgãos do Estado de Goiás.

A Polícia Civil informou que os mandados no âmbito da operação, batizada de Sofisma, estão sendo cumpridos em órgãos públicos do Estado de Goiás e domicílios dos investigados. Os alvos da investigação estão sendo interrogados neste momento na Dercap. A polícia informou disse ainda que mais de 100 policiais civis, delegados, agentes e escrivães estão empenhados na operação.

Os delegados responsáveis pela operação concederão entrevista coletiva no final desta manhã, na sede da especializada, para apresentar maiores detalhes sobre o caso.
 

Em outra operação, foi apurado suposto esquema de desvios no governo de Goiás, na gestão de Marconi Perillo, para pagar publicação de fake news

Em uma outra operação policial, ocorrida em abril de 2019, a Superintendência de Combate à Corrupção da Polícia Civil investigou um suposto esquema que usava dinheiro público do Governo do Estado, na gestão de Marconi Perillo (PSDB), para pagar pela publicação de possíveis fakes news em sites de Goiás.

Segundo a investigação constatou na época, esses blogs publicavam notícias que favoreciam o ex-governador, o partido dele, o PSDB, buscando prejudicar seus adversários políticos.

Os sites, também apontados pelo Ministério Público na época, eram o Goiás 24 horas, o Canal Gama e o Blog do Cleuber Carlos. As investigações da Polícia Civil tiveram início depois que o MP abriu, em 2018, três ações por improbidade administrativa contra os ex-diretores do Detran, João Furtado e Manoel Xavier, além de Luiz José Siqueira, ex-diretor do Gecom, órgão responsável pela comunicação do governo.

A defesa de Marconi, Luiz José e Manoel Xavier disse na ocasião que os contratos do governo com veículos de comunicação sempre seguiram critérios técnicos.


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