28/08/2018 às 21h59min - Atualizada em 28/08/2018 às 21h59min

Sacolas de plástico podem estar com os dias contados nos comércios de Goiânia

diaonline
Reprodução

Está em tramitação na Câmara Municipal de Goiânia um Projeto de Lei que propõe a extinção de sacolas de plástico nos estabelecimentos comerciais da capital. Os produtos seriam, de acordo com o projeto, substituídos por sacolas de papel e material biodegradável.

Apresentado na última quinta-feira (23/8) pela vereadora Sabrina Garcêz (PTB), o projeto, que já tramita na Câmara, determina a substituição gradativa de sacolas plásticas, normalmente usadas em supermercados, padarias, bares e outros comércios, por sacolas biodegradáveis (manufaturadas com material passível de degradação por microorganismos).

Segundo Sabrina em entrevista ao Dia Online, a proposta principal do projeto é a conscientização da população quanto aos problemas ambientais que são oriundos diretamente da produção desenfreada de detritos. “Nós temos um problema gravíssimo de aterros sanitários em Goiânia. Estamos produzindo mais e mais lixo, e os aterros não são suficientes. Temos que parar de produzir tanto lixo”, explica.

Ainda de acordo com o projeto da vereadora, a substituição, que já existe em alguns municípios goianos, levaria cerca de três anos, mas é inaplicável sem o apoio da indústria. “Essa é uma proposta que tem que ser comprada pelo setor produtivo, que vai gastar menos com o material biodegradável do que com as sacolas de plástico”.

Sacolas de plástico são as vilãs do meio ambiente

Entre 500 bilhões e 1 trilhão de sacolas plásticas são consumidas em todo o mundo anualmente. No Brasil, cerca de 1,5 milhão de sacolinhas são distribuídas por hora.

A decomposição de um material no meio ambiente é muito complexa, e pode demorar muitos anos para ser concluída. O papel, por exemplo, leva pelo menos três meses para se decompor, enquanto as latas de alumínio demoram entre 100 e 500 anos. As sacolas plásticas, muito utilizadas em supermercados e lojas em geral, levam de 100 a 400 anos para se decompor.

Por conta de sua ampla utilização, as sacolas plásticas têm sido alvo de preocupação por parte dos ambientalistas e demais pessoas que se preocupam com a preservação do meio ambiente. Os mercados da cidade de São Paulo, por exemplo, aderiram à utilização das sacolas de plástico feitas com materiais renováveis (que levam, em média, dois anos para se decompor).

O custo para produzir essas sacolas, entretanto, é mais elevado do que as sacolas convencionais. Por isso, o consumidor precisa pagar por elas ou optar por levar sacolas ecológicas e reutilizáveis, feitas de tecido ou plástico mais resistente.


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