04/05/2018 às 00h06min - Atualizada em 04/05/2018 às 00h06min

Celas pré-moldadas devem diminuir superlotação, avalia governo

emaisgoias.com.br
Foto Reprodução

Diretoria-Geral de Administração Penitenciária de Goiás (DGAP) apresentará, na próxima sexta-feira, 4, o modelo desenvolvido por uma empresa de Aparecida de Goiânia para uma estrutura modular de uma cela com capacidade para 12 presos. A DGAP não divulga quantidades de presos em cada unidade, e justifica segurança, mas dados do Ministério Público Estadual revelam que no início do ano, em alguns locais, superlotação ultrapassa 100%, como no Complexo Penitenciário, na Região Metropolitana, que chegou a abrigar mais de tr~es vezes a capacidade.

O recurso usado para as primeiras 200 unidades com 2,4 mil vagas, deve girar em torno de R$ 28 milhões — mas o preço pode ser reduzido, porque a referência de valor é um modelo idêntico desenvolvido no Paraná, onde cada uma custou R$ 140 mil.

As celas modulares, também conhecidas como shelters, serão apresentadas em uma empresa do Polo Empresarial de Aparecida de Goiânia. A empresa deve ser uma das concorrentes do edital de licitação, com redação pronta para ser aprovada, previsto para ser lançado no final desse mês.

Outro processo licitatório deve ser lançado em seguida, para a compra de placas de concreto. O projeto é usar os pré-moldados na construção de muralhas para os presídios. O objetivo é aumentar a segurança, segundo a Administração Penitenciária. A expectativa é de que as primeiras unidades dos módulos — Celas e muralhas — estejam em funcionamento até o próximo mês de julho.

Diretor-geral de Administração Penitenciária, coronel Edson Costa, avalia, por meio da assessoria de imprensa, que é importante observar as condições dos presos: “É um paliativo que vai dar condições de mitigar e humanizar minimamente estes presídios”.

ESTRUTURA
O protótipo da cela modular apresentada possui 14,25 m², 12 leitos, além de chuveiro, vaso sanitário, pia e prateleira para pertences pessoais. A instalação será feita sobre uma base de concreto, reforçada por uma chapa de aço para evitar fugas. A parte elétrica e hidráulica é feita por fora da cela, possibilitando a manutenção sem a necessidade de servidores entrarem o local para possíveis reparos.

As paredes, em concreto, possuem 8 cm de espessura o que protela a passagem do calor. A ventilação cruzada e o pé direito de 3 metros também contribuem para o conforto térmico. De acordo com o gerente de Engenharia da DGAP, Marcus Patury, o modelo de concreto nunca terá uma situação térmica interior pior do que no exterior”. Ele explica que os módulos serão instalados de forma paralela para preservar a ventilação cruzada, conforme normatização do Departamento Penitenciário Nacional (Depen).

A empresa goiana que construiu o modelo desenvolve tecnologia na área há dois anos. Testes em estruturas semelhantes, apontaram cerca de 2 graus a menos no interior do módulo de concreto, em relação à estrutura de alvenaria, sob o sol do meio-dia.


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