16/08/2022 às 18h14min - Atualizada em 17/08/2022 às 00h00min

Região Centro-Oeste lança performances premiadas no Festival Acessibilidança Virtual

As montagens, com recursos de Libras e audiodescrição, estão no canal da Funarte no YouTube

SALA DA NOTÍCIA Funarte
Assessoria de imprensa - Funarte
CCOM Funarte
O Festival Funarte Acessibilidança Virtual apresenta, a partir do dia 17 de agosto, a quarta fase do programa com espetáculos premiados da Região Centro-Oeste. Sr. Will, da Giro 8 Cia. de Dança de Goiás, abre a agenda da região, às 20h. Logo depois, a Cia. Dançurbana de Mato Grosso do Sul, vai lançar a montagem Movimento Mínimo Possível, no dia 19. Mais um projeto contemplado de Goiás, Cartas ao Tempo, da Diversus Grupo de Dança, será exibido no dia 24. A etapa Centro-Oeste será encerrada, no dia 26 de agosto, com a estreia do espetáculo Brincância, da Cia. Theastai, do Mato Grosso do Sul. A segunda edição do festival é mais uma das ações continuadas da Fundação Nacional de Artes – Funarte.

As montagens, com recursos de Libras e audiodescrição, ficarão disponíveis para acesso gratuito no canal da Funarte no YouTube (www.youtube.com/funarte). Os demais projetos contemplados nas outras regiões do Brasil serão exibidos até setembro.

O Festival Funarte Acessibilidança Virtual foi criado a partir das ações do Edital Dança Acessível – Prêmio Festival Funarte Acessibilidança Virtual. No concurso, foram contemplados 25 projetos de vídeos de espetáculos com foco na acessibilidade e no ineditismo e que promovam o acesso online de pessoas com algum tipo de deficiência visual e/ou auditiva. Os prêmios foram distribuídos para grupos de dança das cinco regiões do país: Região Norte, Região Sul, Região Nordeste, Região Centro-Oeste e Região Sudeste. O objetivo do programa é valorizar e fortalecer a expressão da dança brasileira, além de fomentar a democratização, a inclusão e a acessibilidade à essa arte milenar.

A performance Sr. Will, da Giro 8 Cia. de Dança, de Goiás, abre a programação da quarta fase, no dia 17 de agosto. O trabalho alerta para a necessidade de dar voz ao desejo, de se entregar ao universo dos sentidos e se libertar do que aprisiona e faz mal. A obra faz um paralelo entre a explosão de estímulos proporcionados pelos meios eletrônicos e os mecanismos ocultos de controle social. Os bailarinos e os objetos que compõem a cena ajudam a debater as relações humanas construídas e modificadas neste contexto. “Eis que o corpo, só ele, origem e fim da nossa humanidade, surge como um lugar de infinitas possibilidades e de descobertas reais. No palco, no ato desta arte transitória, no aqui e no agora, podemos observar a potência do corpo sensível”, reflete a companhia.

No dia 19 de agosto, a Cia. Dançurbana apresenta a obra audiovisual Movimento Mínimo Possível. O local escolhido para as filmagens foi a Usina do Córrego Ceroula, em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, estado da premiada. A equipe de criadores se embrenhou na natureza, em busca de uma dança que fosse fruto da poética e da memória do lugar. Trata-se de uma dança filmada, cuja visão se espalha entre as linguagens abrindo possibilidades outras de construção/relação corpo-câmera para além da videodança. A obra é um reflexo da experiência do grupo com a criação de roteiros audiodescritivos para as montagens de seu repertório e, também, para mais pesquisas do binômio dança-acessibilidade. O trabalho inédito foi inspirado em referências de produções já criadas por artistas da literatura, do audiovisual, da performance da própria dança.

Mais uma montagem contemplada de Goiás, Cartas ao Tempo, da Diversus Grupo de Dança, chega ao canal da Funarte, no dia 24. A obra tem a intenção de trazer outras diversidades para o debate poético, como os povos tradicionais e o povo negro, propondo diferentes perspectivas deste alargamento de saberes, através das cartas de diferentes atores. O modo com que as pessoas vivem e se relacionam, carrega uma percepção diferenciada do tempo. Por sua vez, um reconhecimento da lógica do outro, também pela percepção deste tempo. Segundo a companhia, o trabalho propõe discutir, refletir e, sobretudo, experimentar uma dança para todos. “Uma dança na qual a diferença é potencializada no processo de investigação corporal, no desenvolvimento das poéticas e, fundamentalmente, nas relações afetivas e artísticas entre os participantes do grupo”, ressalta.

O Mato Grosso do Sul também traz Brincância, da Cia. Theastai, que encerra a Edição Centro-Oeste do Festival Acessibilidança, no dia 26 de agosto. O espetáculo defende a ideia de que a brincadeira é uma porta de entrada para a criança descobrir diversas sensações e sentimentos, além de ser um dos principais desenvolvedores das habilidades motoras. Ou seja, um trabalho com experimentações de movimentos provocados pelo ato de brincar. O elenco se voltou para sua infância para criar e desenvolver movimentos com essas sensações corpóreas. Através dessas histórias, a montagem foi construída. Além do laboratório sobre a infância, os artistas criadores também puderam vivenciar encontros com crianças do Lar Ebenezer, na cidade de Dourados (MS), possibilitando uma revisitação às suas memórias a partir do ato de brincar.

O Festival Funarte Acessibilidança Virtual estreou no dia 8 de junho, com o espetáculo TA – Sobre Ser Grande, do Corpo de Dança do Amazonas (AM), dando início às participações dos contemplados da Região Norte. Na semana seguinte, foi apresentado Acesso Concedido, da Cia. de Dança Nosso Jeito, do Pará. Dias depois, mais uma montagem premiada do Pará, Graúna – Viver de Carimbó, do Centro Cultural Banzeiro, foi exibida na plataforma digital. O Grupo Acemda, de Rondônia, lançou Batuques da Floresta e, na outra semana, o espetáculo Sobre Si, da Cia. Lamira Artes Cênicas, do Tocantins, encerrou a agenda da região.

A Edição Sul foi lançada no dia 6 de julho, com o espetáculo Masculino Diverso, da Cia. Lápis de Seda, de Santa Catarina. Duas performances do Rio Grande do Sul estrearam nos dias 8 e 13 de julho, respectivamente. São elas: Uma Fronteira Diferente, da Cia. Giro Livre; e Transversus, do Grupo Ballet de Pelotas.

A Região Nordeste apresentou sete montagens premiadas na plataforma digital. My (petit) Pogo, de João Paulo Pinho, do Ceará, abriu a agenda no dia 20 de julho. Logo depois, dia 22, o Coletivo Cida, do Rio Grande do Norte, estreouCorpos Turvos. O estado de Pernambuco foi representado pelo espetáculo Poéticas Inclusivas em Rede, da Associação de Artistas Integrados, no dia 27. Já a montagem Entrelaces, da Cia. de Dança Loucurarte, de Sergipe, foi exibida no dia 29 de julho. No dia 3 de agosto, a videodança Dançando Godot, do Grupo X, da Bahia, foi lançada. CoNsequêNcia, da Cia. Dança Eficiente, do Piauí, chegou no dia 5, no canal da Funarte. Encerrando a programação da região, Nuvem de Pássaros, da Movidos Dança Contemporânea (RN), foi apresentada no dia 10 de agosto.

Lembrando que essas montagens já estão disponíveis na plataforma e com acesso gratuito.

Os vídeos dos 25 espetáculos premiados em todas as regiões do país serão publicados no canal da Funarte no YouTube, às quartas e sextas-feiras, às 20h.
 
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