21/04/2022 às 09h42min - Atualizada em 22/04/2022 às 00h00min

Cerimônia do Dia da Inconfidência em Ouro Preto não terá público

Tradicional cerimônia não terá público pelo 3º ano consecutivo devido às restrições sanitárias decorrentes da pandemia. Este ano haverá ato com autoridades e convidados.

SALA DA NOTÍCIA Agência Brasil
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Pelo terceiro ano consecutivo, o público não poderá acompanhar de perto a tradicional cerimônia do Dia da Inconfidência, tradicionalmente realizada em Ouro Preto (MG), a cerca de 100 quilômetros de Belo Horizonte. Devido às restrições sanitárias decorrentes da pandemia da covid-19, o governo mineiro se limitará a realizar, nesta quinta-feira (21), um ato apenas com a presença de autoridades e convidados.



Dedicada à memória de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes (1746-1792), e celebrada em todo o país, a data ganha um sentido especial em Minas Gerais, sobretudo em Ouro Preto, a antiga Vila Rica. Berço da Conjuração Mineira – movimento que concentrou a revolta de parte da população local contra a Coroa portuguesa e pelo qual Tiradentes foi enforcado e esquartejado em 21 de abril de 1792 – a cidade todos os anos, nesta data, assume o status de capital política do estado por um dia.



Além de despachar na cidade, o governador Romeu Zema participará dos dois eventos oficiais alusivos à data. Na Praça Tiradentes, às 9h, Zema e convidados acompanharão uma cerimônia oficial de tiros, o hasteamento da bandeira e a colocação de flores no monumento a Tiradentes.



Na sequência, haverá um evento no Centro de Artes e Convenções da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), no qual serão homenageadas as personalidades e instituições agraciadas com a Medalha da Inconfidência por, segundo o governo estadual, terem contribuído para o desenvolvimento do estado e do país.



Entre os 170 homenageados, estão o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que receberá o Grande Colar, distinção máxima entre as quatro designações da Medalha da Inconfidência (as outras três são a Grande Medalha, a Medalha de Honra e a Medalha da Inconfidência). Também serão condecorados a técnica de enfermagem Maria do Bonsucesso Pereira, primeira pessoa a ser vacinada contra o novo coronavírus em Minas Gerais, em janeiro de 2021; o presidente da Academia Mineira de Letras, Rogério de Vasconcelos Faria Tavares, e o infectologista, professor da Universidade Federal de Minas Gerais (Ufmg) e membro do Comitê Voluntário de Enfrentamento à Covid-19 em Belo Horizonte, Unaí Tupinambás.



Das 170 pessoas agraciadas nesta 70ª edição da entrega de medalhas, 86 foram indicadas em 2020, quando o evento não ocorreu devido à pandemia. Em 2021, não houve indicados, também em função da crise sanitária. Agora, em 2022, houve 84 contemplados.



Segundo o governo estadual, apesar da homenagem agendada para hoje, as medalhas físicas só serão entregues “em outra ocasião, ainda a ser informada”.




Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
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