22/11/2017 às 12h17min - Atualizada em 28/11/2017 às 21h49min

Pós ou segunda graduação: o que é melhor para você?

Há vários motivos pelos quais as pessoas decidem fazer uma pós-graduação ou uma segunda graduação. Mudar de carreira, se especializar, ganhar uma promoção no trabalho e investir na área acadêmica são só algumas delas. Para decidir, no entanto, entre essas duas, é necessário saber qual é seu objetivo profissional e de carreira.
    

O objetivo de uma pós-graduação é se especializar em alguma área dentro de algum campo de atuação. Se você quer se aprofundar em conhecimentos específicos, uma especialização ou MBA pode ser uma opção. Os cursos duram cerca de um ano e meio e acontecem em alguns dias da semana, possibilitando que o profissional tenha mais flexibilidade na agenda.
    

O doutorado e o mestrado, por sua vez, são mais rigorosos quanto à forma de seleção. Você deve apresentar uma linha de pesquisa, orientador e um bom projeto. Essas modalidades são mais indicadas para quem quer ser pesquisador e atuar na área acadêmica. Os cursos também podem durar muitos anos, dependendo de onde forem feitos.
    

Por fim, a graduação é um curso maior e que acontece, geralmente, todos os dias da semana. Possui um currículo mais amplo e generalista, abrangendo várias habilidades e conhecimentos sobre uma determinada profissão. Se você optar por fazer uma segunda graduação, precisa ter em mente que provavelmente terá que passar por um processo seletivo concorrido e que aprenderá vários conceitos básicos e teóricos sobre uma profissão. A vantagem, nesse caso, é que, se o curso for de uma área correlata, como jornalismo e publicidade, por exemplo, você poderá eliminar várias disciplinas da sua grade.
    

Se o dinheiro for um problema, saiba que há diversos programas do governo federal que incentivam e ajudam o ingresso do estudante na universidade. Caso você queira entrar em uma faculdade particular, há programas que dão bolsas parciais de estudo em alguma instituição privada.
    

Segundo Nelson Fender, consultor de carreira e pós-graduado em Orientação Vocacional Clínica pelo Sedes Sapiens, para decidir entre pós ou segunda graduação, o estudante deve avaliar suas habilidades e competências e comparar com a formação que possui. Se elas forem condizentes com a carreira escolhida e você já tiver alguma experiência na área, o ideal é fazer uma pós-graduação. Caso seu objetivo não esteja alinhado com sua atual profissão, você pode investir em uma nova formação.
    

Fender afirma que as empresas valorizam muito a educação continuada e o desenvolvimento profissional. “A continuidade de formação também poderá contribuir com o crescimento profissional e a possibilidade de promoção ou novas oportunidades de trabalho”, explica.
    

O especialista dá um exemplo de uma troca de carreira bem-sucedida: uma profissional da área de saúde (Enfermagem Neonatal) se sentia infeliz com as atividades que realizava. “Após toda a análise concluímos que ela estava em uma profissão não aderente ao seu perfil e desejo interno”, conta. O que ela queria, na realidade, era trabalhar com o mundo das artes. Investiu nessa formação e, hoje, é restauradora de uma grande Igreja em São Paulo, e, de quebra, utilizou as habilidades que tinha na manipulação de instrumentos médicos para manusear ferramentas para fazer as restaurações.
    

Fender sugere, antes de fazer uma pós-graduação, ter uma experiência no mercado de atuação. “Dessa forma, o estudante terá um melhor aproveitamento dos conteúdos da pós-graduação e um melhor repertório para as discussões que o curso promove”, conclui.

 

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