14/02/2022 às 22h55min - Atualizada em 15/02/2022 às 00h00min

Na contramão de tudo, mercados imobiliário e de arquitetura crescem em disparada

SALA DA NOTÍCIA Boost Assessoria de Imprensa
DIvulgação

É fato que a pandemia causada pela Covid19 afetou drasticamente a vida em todo o mundo. Principalmente, mas não somente, grandes foram os impactos na economia em diversos mercados.

Na contramão de todo o caos, o mercado imobiliário foi um dos únicos que não sofreram esses impactos negativos e, além disso, em diversos momentos, não só se manteve intacto como também teve picos de grande crescimento.

O setor imobiliário, como outros setores, se fundem a outros ramos, que dependem diretamente um do outro para quase tudo, como é o caso do mercado de arquitetura. Conforme dados divulgados pela plataforma de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR), publicados ainda em 2021, o mercado havia crescido, até a data do estudo, mais de 21% em relação a 2020.

Poucos setores da economia têm este crescimento ao ano, especialmente diante das piores crises sanitárias já vistas no Brasil e no mundo.

Para a arquiteta e urbanista Luciana Barreto, da Arcteck, sediada no ABC Paulista, este crescimento não surpreendeu os profissionais do setor, já que era algo esperado e já prospectado há bastante tempo. Para a profissional, a pandemia não foi capaz de segurar o "boom" que este mercado tanto aguardava - e realmente não segurou.

Isso porque o crescimento esperado era para o setor imobiliário que, como dito anteriormente, faz movimentar também a arquitetura, que coexistem e dependem diretamente uma da outra. 

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"O mercado de arquitetura e urbanismo depende 100% do mercado imobiliário, já que, se não houver mais venda de imóveis, reformas, aluguéis etc, o mercado de arquitetura também tende a perder o poder de produção, porque nós, como arquitetos, somente somos contratados para criar os projetos quando há demanda da venda. A partir do momento que o construtor deixa de vender, prejudica também o arquiteto.", pontua Luciana Barreto.

Luciana pontua também que a adaptação dos profissionais ao home-office também foi outro fator importante para este crescimento. Pequenas reformas, adaptações de ambientes e outras adequações, foram algumas das principais demandas em ascensão do mercado de arquitetura e urbanismo.


Por ser uma área com uma grande diversidade de atuação, que vai desde obras de grandes edificações à ambientes pequenos, funcionais, modernos e sensoriais, a profissão atrai cada vez mais pessoas criativas, já que uma das principais atribuições do arquiteto é justamente pensar na usabilidade e conforto durante o uso de cada ambiente pelo seu cliente.

Segundo ainda as informações mais recentes disponibilizadas pelo CAU/BR, atualmente existem mais de 100 mil arquitetos e urbanistas. Mais da metade, o que é próximo de 58 mil destes profissionais, atua na região Sudeste, o que representa hoje um índice de 0,55 arquiteto para cada grupo de mil habitantes, relação bastante semelhante àquela dos países desenvolvidos.

O censo também aponta, aproximadamente, um terço dos arquitetos atuantes na concepção de projetos. Mesmo esta sendo a principal atividade, o campo de atuação é bem variado. Algumas atividades como paisagismo, planejamento urbano, interiores, patrimônio histórico e pesquisa e ensino, vêm conquistando cada vez mais adeptos.

Além de um mercado bastante amplo, mais da metade dos arquitetos e urbanistas trabalham por conta própria, sendo 34% autônomos e 20% donos de empresas e escritórios de arquitetura.

 

 

Fontes: 
CAU/BR 
Estadão
Luciana Barreto - Arcteck Arquitetura e Soluções

 


 
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