02/02/2022 às 12h06min - Atualizada em 02/02/2022 às 12h50min

Tendência entre grandes clubes do futebol brasileiro, transformação em empresa é oportunidade para atrair investimento

“Quem já estiver nessa nova roupagem irá colher os frutos mais rápido”, alerta o advogado Jean Cioffi, CEO do escritório JRCLaw

SALA DA NOTÍCIA Valle da Mídia

A transformação de clubes de futebol em empresas é uma tendência que tem se consolidado cada vez mais no Brasil. Recentemente, o Cruzeiro foi comprado pelo ex-atacante Ronaldo Nazário e clubes como Botafogo e Vasco aderiram às vantagens da Lei 14.193, que criou a Sociedade Anônima do Futebol (SAF) que passou a valer no segundo semestre do ano passado.

Para o advogado Jean Cioffi, CEO do escritório JRCLaw, com sede em São Paulo e equipes em Miami e Lisboa, a lei inovou no segmento do futebol brasileiro ao permitir que os clubes se reestruturem e sejam vistos por investidores como oportunidades seguras.

“A mudança para SAF é um caminho sem volta. No Brasil, revelamos jogadores para o mundo inteiro e os clubes estão sempre endividados. Nesta nova figura empresarial, há segurança jurídica para todos: clube, torcedores, credores e novos investidores. O futebol brasileiro tinha uma estrutura insegura que, agora, vai se tornar profissional e transparente aliando a paixão do torcedor a um negócio rentável”, comenta Cioffi.

O novo modelo traz segurança aos investidores permitindo a execução de um planejamento de médio e longo prazo hoje inexistentes. Além disso, atrai empresas nacionais e estrangeiras que queiram apoiar os projetos sociais esportivos amparados pelo ESG, Governança, Meio Ambiente e Social, afinal de contas nem todos os meninos e meninas praticantes do futebol se tornarão grandes jogadores profissionais, mas sem dúvida podem se tornar cidadãos melhores através do esporte que lhes deem o devido apoio, direcionamento e estrutura a exemplo do que ocorre na NBA e NFL americanos.

Conforme Cioffi, na SAF é criada uma nova empresa, zerada e sem dívidas, separada dos problemas financeiros do clube onde o novo clube-empresa terá gestão profissional e governança detendo a marca, os imóveis e os jogadores para explorar o futebol, podendo emitir papeis no mercado e atuar na formação de atletas.

O clube endividado é responsável pelo pagamento de suas dívidas destinando 20% da nova receita que receber da SAF é um jogo onde todos ganham pois os investidores tem segurança em investir sem que seja comprometido com a sucessão do passivo existente no clube e os credores do clube sabem de onde virá o seu pagamento.

Especializado em auxiliar grandes Grupos do Agronegócio em reestruturações de dívida e de capital e com estreita parceria com Fundos de Investimento nacionais e estrangeiros, o escritório boutique JRCLaw decidiu apostar também em orientar os clubes a se transformarem, renegociando as dívidas e abrindo caminhos para investimento nacional e estrangeiro.

Já procurado por um investidores da Alemanha e de Dubai que querem saber mais sobre a nova lei e oportunidades e por clubes de futebol paulista, a JRCLaw atua desde o princípio na parte estratégica, em três pilares: na renegociação das dívidas do clube, através da conciliação, mediação ou recuperação extra e/ou judicial, na estruturação, constituição e registro da Sociedade Anônima de Futebol; e na prospecção e negociação com fundos de investimentos que tenham interesse na sociedade anônima de futebol como forma de apoiar o projeto de futebol, a fim de permitir o pagamento das dívidas do clube, o desenvolvimento do futebol e dos atletas das categorias de base.

Para Cioffi, a Copa do Mundo do Catar, em novembro, ampliará a visibilidade do futebol brasileiro e os clubes que se anteciparem na criação da SAF sairão na frente na capacidade de atrair investimento.

“Quem já estiver nessa nova roupagem irá colher os frutos mais rápido. O modelo atual de gestão, muitas vezes sendo uma associação civil sem fins lucrativos, resultou em muitos contratos rompidos e acúmulo de dívidas. Com o modelo da SAF, os clubes passarão a serem administrados de forma profissional, transparente e auditável, visando o lucro”.

Essa e a hora de aproveitar essa atualização da lei para aliar a paixão pelo futebol a um negócio seguro, transparente e rentável, permitindo a manutenção e desenvolvimento do futebol brasileiro competitivo em torneios com boa infraestrutura e visibilidade, gerando riqueza, empregos e prosperidade.


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