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29/03/2021 às 18h01min - Atualizada em 29/03/2021 às 22h12min

Fase crítica da pandemia pede mais atenção das empresas com a saúde mental de funcionários e colaboradores

Impacto psicológico será de longo prazo e exigirá investimentos em programas de saúde mental, afirmam especialistas em desenvolvimento humano

SALA DA NOTÍCIA Redação
Arquivo Relações Simplificadas
O ambiente é desafiador.
Segundo dados divulgados no encontro anual da Organização Mundial de Saúde, empresas em todo o mundo perdem cerca de US$ 2,5 trilhões em produtividade com faltas no trabalho e rotatividade.
Ainda segundo a OMS, em 2030, a depressão será a doença mais comum no planeta. Antes da pandemia, 322 milhões de pessoas já sofriam com o problema. Agora, não há dúvidas, a situação se agravou. No Brasil, os transtornos mentais já eram a terceira principal causa de concessão de benefício previdenciário por incapacidade, representando 9% do total de afastamentos.
Para Francisco Nogueira, psicanalista e sócio na consultoria de desenvolvimento humano em ambientes corporativos Relações Simplificadas, a pressão sobre a força de trabalho aumentou com a Covid-19. “Os estados emocionais negativos podem perdurar por longo prazo e ter reflexos nas organizações, podendo afetar o ambiente corporativo na medida em que a capacidade dos colaboradores de desenvolver uma relação positiva com o trabalho e seus colegas pode ficar comprometida. As empresas normalmente não possuem métodos para avaliar o desgaste psicológico de seus colaboradores. O impacto psíquico causado pelos fatores ambientais, pela cultura ou por fatores externos ao ambiente corporativo, como a pandemia, só é percebido quando já existe uma queda na produtividade, que costuma ser o único indicador acompanhado pelas companhias. Mas aí já é tarde demais.”, alerta Francisco.
Com o novo ambiente psicossocial e a queda na produtividade, já se percebem mudanças nas empresas. Novos cargos de diretoria de saúde mental, gerência de bem-estar, entre outros, são investimentos em treinamento de pessoas para melhorar o ambiente nas equipes.
Pesquisa da Nanjing University, realizada em corporações chinesas e americanas, detectou que líderes que se preocuparam com o bem-estar de seus funcionários, priorizaram seu crescimento pessoal e felicidade em seus empregos, tornaram mais fácil para muitas pessoas lidarem com a ansiedade associada à pandemia. Funcionários bem assistidos por gestores que se atentam às oscilações emocionais deles aumentam o engajamento no trabalho e sentem menor ansiedade.
Não à toa, a Organização Mundial de Saúde afirma que a cada US$ 1 investido em tratamento intensivo para transtornos mentais comuns, como depressão e ansiedade, há um retorno de US$ 5 em melhoria da saúde e produtividade para as empresas.
Para Nina Campos, designer de relações e fundadora da Relações Simplificadas, em um cenário em que o trabalho entrou para dentro das casas, e em muitas situações, veio para ficar, será prioritário que as empresas invistam em programas de preparo emocional, saúde mental e psicológica dos seus colaboradores, humanizando seus processos, trabalhando o senso de pertencimento, segurança e construção de relações saudáveis.
 
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