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02/12/2020 às 19h09min - Atualizada em 02/12/2020 às 19h09min

UFG debate retorno das aulas presenciais depois de determinação do MEC

Decisão do MEC divulgada no Diário Oficial da União, pede o retorno das aulas já no mês que vem

Dia Online
Reprodução

O Ministério da Educação (MEC), determinou a volta das aulas presenciais das universidades federais a partir de 4 de janeiro de 2021. Às aulas foram suspensas em março, devido a pandemia causada pela covid-19.

A decisão publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (02\12), também revoga a permissão que as aulas online sejam contadas como dias letivos. A Universidade Federal de Goiás (UFG), que tinha informado ontem que iria manter o  formato online, no primeiro semestre de 2021. Agora vai estudar a  nova decisão do MEC.

Já o Sindicato dos Docentes das Universidades de Goiás (Adufg), divulgou uma nota de repúdio contra a decisão da portaria do MEC “Medida irresponsável que coloca a vida dos estudantes e profissionais uma vez que a pandemia de Covid-19 não está sob controle” diz o texto.

Leia a nota completa:

A diretoria do Sindicato dos Docentes das Universidades Federais de Goiás (Adufg-Sindicato) repudia, de forma veemente, a Portaria nº 1.030, publicada pelo Ministério da Educação, que determina o retorno das aulas presenciais nas instituições federais de ensino superior, a partir de 4 de janeiro de 2021. A medida é extremamente irresponsável e coloca em risco a vida dos estudantes e profissionais que atuam nestas instituições, uma vez que a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) está longe de ser controlada.

Somente nas últimas 24 horas, 697 pessoas foram mortas pela doença no Brasil, chegando ao total de 173.862 óbitos desde o começo da pandemia. O País tem 6,3 milhões de diagnósticos de Covid-19. A média móvel nos últimos sete dias foi de 38.154 novos casos diários, o que representa uma variação de 35% em relação aos casos registrados em duas semanas, o que indica tendência de alta nos diagnósticos.

 

De acordo com a portaria, as instituições devem adotar um protocolo de biossegurança. No entanto, não há um único modelo estatístico ou protocolo sanitário capaz de garantir a vida dos estudantes, dos profissionais que atuam nas instituições de ensino e de seus familiares. Causa estranheza falar em protocolo sendo que o próprio Governo Federal anunciou cortes orçamentários para despesas básicas nas universidades para o próximo ano. Ou seja, na prática, a portaria do MEC significa colocar milhões de brasileiros em situação de risco para o coronavírus.

O sindicato sabe da importância do ambiente acadêmico para o direito à educação, mas entende que a preservação da vida deve ser prioridade. Desde o início da pandemia, o governo do presidente Jair Bolsonaro trata a doença com descaso. O mandatário, de forma frequente, minimiza os efeitos da Covid-19 e choca o País com comentários insensíveis. Recentemente, disse que o Brasil “tem que deixar de ser um País de maricas”, desrespeitando totalmente a dor dos que perderam familiares e amigos. Também já comemorou a suspensão de testes de uma vacina contra o vírus.

Bolsonaro considera a pandemia superdimensionada, não usa máscara de proteção e estimula que a população faça o mesmo, desrespeita medidas de prevenção à doença, promove aglomerações e debocha da tragédia das famílias que perderam seus parentes. É inaceitável que um presidente se comporte como uma espécie de emissário da morte.

Importante destacar que, mesmo diante da pandemia, os professores não ficaram parados. Ao longo dos últimos meses, os docentes se reinventaram e adotaram o ensino remoto para que os estudantes não ficassem sem aula. Todos estão empenhados na luta pelo ensino público, gratuito e de qualidade.

Por fim, o Adufg-Sindicato informa que seu departamento jurídico já foi acionado. A entidade tomará todas as medidas legais necessárias para impedir mais uma medida equivocada e autoritária do governo Bolsonaro.

 

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