21/11/2020 às 08h51min - Atualizada em 21/11/2020 às 08h51min

Polícia identifica 7 servidores de Goiás envolvidos em fraude de contracheques

Cinco deles conseguiram aplicar o golpe, obtendo empréstimos de R$ 20 mil cada

Mais Goiás
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Foto: PCGO

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Dois servidores estaduais, um vigilante penitenciário temporário (VPT) e uma servidora comissionada da Secretaria Estadual de Administração (Sead), foram presos em flagrante, na última quinta-feira (19), suspeitos de se beneficiarem de um esquema de adulteração de contracheque para obtenção de empréstimos consignados. No entanto, conforme a Polícia Civil, outros cinco servidores, a maioria pertencente à Administração Penitenciária de Goiás, estão envolvidos e já foram identificados.

Todos eles, incluindo os intermediadores, já foram identificados e serão chamados para prestar esclarecimentos.

A prisão dos dois servidores foi realizada ontem, em flagrante, num estabelecimento do correspondente bancário acionado para conseguir os empréstimos consignados. Segundo o delegado responsável pelas investigações, Olemar Santiago, a ação ocorreu no momento em que os servidores tentavam aplicar o golpe.

Ao Mais Goiás, Santiago conta que as investigações prosseguem e já constataram que outros servidores estaduais, com grande parte deles ligada à área de Administração Penitenciária, está envolvida.

Como funcionava o esquema

De acordo com o delegado, pessoas identificadas como intermediárias captavam servidores públicos não concursados e interessados em obter empréstimos consignados. O servidor e o intermediário, então, fechavam um acordo: o funcionário, normalmente temporário ou comissionado, cedia seu contracheque que era adulterado pelo intermediador para que, assim, o documento se tornasse apto a passar pelo crivo bancário para um empréstimo.

“Pelo regramento do banco, que no caso é um correspondente bancário da Caixa Econômica Federal, e pelas normativas do Banco Central, aqueles que têm vinculo temporário com a administração pública ou cargo em comissão temporário não têm autorização para empréstimos consignados”, conta o delegado.

 

O intermediador, então, adulterava três campos do contracheque. Um deles, segundo Santiago, era o campo do cargo. A partir de então, o servidor passava a ser “efetivo”. “Só por essa adulteração o servidor já era habilitado ao empréstimo”, detalha o delegado.

A partir daí, o contracheque adulterado era devolvido ao servidor, que comparecia no correspondente bancário da Caixa e efetivava o empréstimo. Santiago conta que o intermediador cobrava uma taxa de 15% do servidor sobre o valor do empréstimo obtido.

Prejuízo

De acordo com Santiago, os outros cinco servidores envolvidos conseguiram aplicar o golpe, conseguindo empréstimos de R$ 20 mil cada. O valor obtido de forma ilícita chega a R$ 100 mil.

O delegado diz que, constatada a fraude, os servidores deverão responder por uso de documento público falso e estelionato. Já os intermediadores poderão ser indiciados por associação criminosa.

A reportagem entrou em contato com a Diretoria Geral de Administração Penitenciária, que informou que, como ainda não tem os nomes dos outros possíveis envolvidos, aguarda “os procedimentos das investigações e andamentos para as devidas providencias que o caso requer”.

 
 

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