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25/09/2019 às 17h01min - Atualizada em 25/09/2019 às 21h40min

Idade avançada, alterações uterinas e endometriose são as principais causas da infertilidade feminina

Quadros podem ser superados a partir de tratamentos mais acessíveis e humanizados, de acordo com o médico especialista em medicina reprodutiva Dr. Vinícius Stawinski.

DINO
http://www.drviniciusstawinski.com.br
Mulheres e a infertilidade


As avançadas técnicas da reprodução humana permitem cada vez mais driblar os obstáculos que podem impedir uma mulher de engravidar. A idade materna avançada, os problemas ovulatórios, assim como as alterações uterinas e a endometriose são as principais causas da infertilidade feminina, mas a boa notícia é que os tratamentos disponibilizados atualmente são capazes de modificar esses cenários em grande parte dos casos. Para cada paciente existe uma conduta a ser tomada e um bom diagnóstico é fundamental para determinar qual procedimento será o melhor para cada mulher.

O primeiro passo é iniciar a investigação para que se identifique a causa exata da infertilidade. "É necessário fazer a avaliação da ovulação (história menstrual e dosagens de hormônios), o estudo das trompas (histerossalpingografia), avaliação do útero (ultrassonografia transvaginal) e também avaliação da reserva ovariana (exame de sangue e ultrassom)", detalhou o médico especialista em medicina reprodutiva, Dr. Vinícius Stawinski.

Segundo ele, a idade materna avançada, hoje em dia, é a principal causa que reduz as chances de engravidar, já que a produção dos óvulos cai ao longo dos anos. "A chance de uma mulher com idade de 25 a 30 anos engravidar naturalmente em um mês é de 18% e de 85% em um ano. Já entre 41 e 42 anos, por exemplo, essa probabilidade gira em torno de 4% ao mês e 20% anual", completou o médico, que ressalta a importância da paciente programar a maternidade, ainda que a longo prazo.

Outra causa muito frequente de infertilidade feminina é a endometriose. Ela é caracterizada quando o endométrio, que corresponde à mucosa que reveste a parte interna do útero, surge também em outros locais, como nas tropas, ovário, bexiga, intestino, e ligamentos uterinos. "Esse quadro, que pode ter vários estágios e apresentar sintomas característicos como cólica menstrual intensa, em muitos casos pode cursar também com a infertilidade", detalhou o especialista.

O problema do ovário policístico também é bastante recorrente. A síndrome, que corresponde a uma desordem hormonal, acarreta em um distúrbio da ovulação. "É possível ter vários cistos no ovário, mas a síndrome só é diagnosticada se há aumento de hormônios masculinos no corpo da mulher e um período menstrual irregular. Essa situação resulta na dificuldade de ovular corretamente, e consequentemente, na infertilidade", explicou Stawinski.

Medicina reprodutiva

Com a ajuda da reprodução humana é possível superar grande parte dos quadros citados e realizar o sonho da maternidade. Cada caso terá o seu tratamento mais adequado, desde procedimentos de baixa complexidade, como indução de ovulação para o coito programado e a inseminação intrauterina, como de alta complexidade, como a fertilização in vitro (FIV), que é a técnica de reprodução assistida mais utilizada do mundo.

O tratamento consiste no controle hormonal do processo ovulatório da paciente para a retirada dos óvulos no momento ideal. Os mesmo são fertilizados com os espermatozoides em laboratório, ou seja, fora do corpo, (in vitro). Uma vez fecundados, em 3 a 5 dias serão avaliados quantos formaram embriões. Na sequência, eles retornarão ao corpo da mulher, sendo instalados em seu útero a fim de que a gestação se desenvolva.
A inseminação intrauterina é outra técnica também utilizada, sendo pouco invasiva e recomendada para casos de baixa complexidade. O tratamento consiste na inserção programada de espermatozoides no interior do útero, imediatamente antes da ovulação, para que haja a fertilização.

O congelamento de óvulos, cada vez mais comum especialmente entre mulheres que pretendem adiar a gravidez, é mais um recursos da reprodução assistida. Com essa técnica, os óvulos são preservados mantendo a qualidade do momento em que foi feito o procedimento. "Congelando os óvulos, nós congelamos o tempo. Eles vão manter as mesmas características de quando foi feito o congelamento. É um seguro de fertilidade. Faço para não usar, mas caso precise, já que hoje cada vez mais e mais mulheres estão adiando a gestação e, com isso, aumentando as chances de infertilidade, usarei os próprios óvulos com a qualidade jovem. Eles não envelhecem", alerta o profissional.

Ele destaca ainda que medicina reprodutiva está hoje em dia muito mais humanizada e acessível a todos os públicos. "As técnicas evoluíram bastante, as informações estão mais claras para as pacientes, a taxa de sucesso é maior se comparada a de duas décadas atrás, por exemplo, e os procedimentos estão bem mais acessíveis. Tudo isso deve ser levado em conta pela família no momento em que se encontra uma dificuldade para engravidar naturalmente", concluiu.

Dr. Vinícius Stawinski

Dr. Vinícius Stawinski é médico com residência em Ginecologia e Obstetrícia e especialista em Reprodução Humana pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo de Ribeirão Preto e em Ginecologia e Obstetrícia pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia. Atualmente atende pacientes em São Paulo, no Rio de Janeiro e no Paraná (Londrina, Apucarana e Maringá).



Website: http://www.drviniciusstawinski.com.br
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