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16/07/2019 às 09h23min - Atualizada em 16/07/2019 às 09h26min

Após 20 anos de negociações, livre comércio entre Mercosul e União Europeia vira realidade

O acordo visa expandir as exportações brasileiras de US$ 100 bilhões a US$ 500 bilhões num período aproximado de 15 anos. A expectativa do governo federal é que esta aliança gere um incremento ao PIB de US$ 125 bilhões até o ano de 2035.

DINO
http://www.m2trade.com.br
Michelle Fernandes, CEO da M2Trade e especialista em Comércio Exterior

Conforme foi divulgado no final do mês de junho pelos Ministérios da Economia e Relações Exteriores, após duas longas décadas, Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai - países do Mercosul, e a União Europeia, firmaram um tratado de livre comércio entre os dois blocos. A cooperação entre os blocos teve começou no ano de 1992, porém somente em 1999, em encontro realizado no Rio de Janeiro, a negociações para eliminação de tarifas comerciais tiveram início.

O acordo visa expandir as exportações brasileiras de US$ 100 bilhões a US$ 500 bilhões num período aproximado de 15 anos. A expectativa do governo federal é que esta aliança gere um incremento ao nosso PIB de US$ 125 bilhões até o ano de 2035.

Sem dúvidas, este acordo é visto como um marco histórico no relacionamento entre Mercosul e União Européia por representar de forma significativa uma maior abertura econômica do Brasil ao mercado internacional.

Alguns exemplos do que irá mudar a partir de agora: as cotas para exportação de açúcar, frango e carne de 180 mil toneladas poderão entrar na União Europeia, saídas dos países do Mercosul, com isenção de tarifas, a cota de carne bovina será de 99,9 mil toneladas, abaixo dos 100 mil como era exigência dos europeus, diminuição dos entraves no mercado europeu para produtos importados do Brasil como café, suco de laranja e frutas e uma possível diminuição das tarifas na exportação de produtos industriais.


O grande impacto deste tratado é que as tarifas serão zeradas em 91% dos produtos que companhias europeias exportam para o Mercosul, enquanto 92% dos produtos que os países do Mercosul exportam para a UE terão seus impostos extintos, como carros, autopeças, vestuário, produtos químicos e farmacêuticos, maquinário, entre outros.

A esperança é que este acordo represente crescimento, expansão econômica, algo que o Brasil almeja e, sem dúvida, merece. Vinte anos é muito tempo, 20 anos de negociação com êxito é inverossímil.

O acordo não poderia ter finalizado em melhor época. O Brasil agoniza por investimentos e isto pode ser uma opção, uma porta para investidores que estão focados no mercado europeu. Se o acordo for cumprido dentro dos moldes preestabelecidos, o comércio exterior brasileiro terá motivos para comemorar.

*Michelle Fernandes é CEO da M2Trade e membro do Conselho de Política e Comércio Exterior da ACRJ - Associação Comercial do Rio de Janeiro.




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